domingo, 2 de outubro de 2011

HOMEM, O SEXO FRÁGIL.



De acordo com um novo estudo, o sexo feminino é geneticamente programado para resistir melhor a infecções, ao câncer e também possui um sistema de reserva para combater doenças.
A descoberta lança luz sobre por que os membros do chamado sexo “mais forte” sucumbem a uma gripinha.
Os seus sistemas de imunidade não são páreos para os de suas esposas e namoradas, por causa do cromossomo feminino X.
A razão pela qual as mulheres são mais vigorosas parece ter a ver com microRNAs – cadeias curtas de RNA codificado no cromossomo. RNA é o primo genético do DNA e pode ter importantes efeitos biológicos.
Os microRNAs têm o efeito de “silenciar” genes de imunidade no cromossomo X, de acordo com a nova pesquisa.
Isso deixa os homens em desvantagem já que eles só têm um cromossomo X. As mulheres têm dois, de modo que mesmo quando os genes de imunidade são silenciados em um, o outro pode compensar.
As estatísticas mostram que em humanos, assim como acontece com outros mamíferos, as fêmeas vivem mais do que os machos e são mais capazes de lutar contra episódios de infecção ou trauma. Os pesquisadores acreditam que é devido ao cromossomo X, que em humanos contém 10% de todos os microRNAs detectados até agora no genoma (código genético).
Vários microRNAs localizados no cromossomo X parecem ter funções importantes na imunidade e no câncer.
Do ponto de vista biológico, a diferença provavelmente evoluiu porque as mulheres precisam assegurar mais a sobrevivência da espécie. Elas precisam ser capazes de resistir à infecção durante a gravidez e quando nutrem uma criança.

Fonte: http://hypescience.com

domingo, 18 de setembro de 2011

VOCÊ É O QUE VOCÊ COME.



As primeiras bactérias a colonizarem o seu intestino vem dos primeiros líquidos que você ingere . No leite materno, além de existirem muitos nutrientes estão também anticorpos que servem como uma imunidade adquirida para o bebê. Existem diversos estudos clínicos que mostram que estes primeiros eventos, como o parto (normal ou cesariana) e o tipo de amamentação influem na composição da microbiota dos adultos (que espécies estão e em que abundância).Filhotes de mães com deficiencia na produção de anticorpos desenvolvem diferentes abundâncias de espécies de bactérias intestinais. Espécies pioneiras são importantes porque uma vez que elas chegam a um ambiente elas o modificam, e isso determina se as espécies que virão depois serão capazes de se estabelecer. Mas isso não significa que estes primeiros eventos são determinantes, e sim instrutivos, para a composição final.

Comparando a flora de indivíduos normais e obesos , observaram que os obesos possuem uma alta na proporção de bactérias do tipo Firmicutes e que se perderem peso após uma ano esta proporção baixa novamente. Mas então vem a pergunta, o aumento de Firmicutes foi causado pela obesidade ou ele por si ajudou no aumento do peso destes indivíduos? Bom, esse mesmo grupo mostrou também que este aumento de Firmicutes acontece em camundongos obesos . Então eles pegaram um camundongo que estava livre de microorganismos e inocularam bactérias do intestino de um camundongo obeso ou de um normal. Aqueles camundongos que tiveram bactérias de obesos inoculadas engordaram mais. Mais recentemente, Vijay-Kumar e colaboradores (2010) mostraram que camundongos mutantes para uma proteína importante para o sistema immune (o receptor semelhante a Toll 5) desenvolvem diversos sintomas de obesidade como hipertenção, hiperfagia (comer muito) e excesso de gordura. E muitos destes sintomas foram reproduzidos em camundongos normais que receberam a inoculação de bactérias do intestino destes animais. Assim, existe um balanço na comunidade de bactérias do nosso sistema digestivo que é influenciado pelo nosso sistema immune. Alterações nesta composição levam a um desbequilíbrio em nosso metabolismo e, o que me chama mais atenção, a uma modificação em nosso comportamento, no caso a hiperfagia.

A dependência do nosso sitema immune em relação à nossa microbiota não para por ai. Associada ao nosso intestino existe uma grande rede de tecido linfático, o GALT. Este tecido é importante pois os linfócitos precisam ir até lá para passarem por sua maturação final, onde começam a produzir os diferentes anticorpos. Acontece que as bactérias do nosso intestino são necessárias para o desenvolvimento do GALT. Isso é, sem as bactérias os nossos linfócitos não teriam aonde maturar e nós teríamos uma imunodeficiência semelhante à AIDS (ou até pior pois o GALT possui algumas outras funções). E Rhee e colaboradores (2004), mostraram que nenhuma das espécies encontradas no intestino do coelho é por si só suficiente para induzir o desenvolvimento do GALT. Somente a combinação entre algumas espécies induz. Assim, o desenvolvimento do nosso corpo de Homo sapiens não se completa sem nossos microorganismos moradores.

Bom, nós já vimos que nós influenciamos o balanço ecológico da nossa microbiota intestinal com nossos hábitos alimentares. Vimos também que a nossa microbiota influi no nosso metabolismo e comportamento alimentar. E que sem ela o nosso corpo não se desenvolve completamente. Mas o que Hehemann e colaboradores (2010) mostraram é que esta relação é muito mais interessante. Nós sempre ouvimos dizer que nós não digerimos muito bem as folhas que comemos por não possuirmos as enzimas, coisa e tal.
A população do Japão então, que come muito frutos do mar, come aquela alga do Sushi só pra enfeitar mesmo não é? Não, acontece que estes caras mostraram que as bactérias do intestino de grande parte da população japonesa “roubou” os genes para digerir polissacarídeos de alga encontarados em bactérias marinhas. Assim, a cultura e os hábitos alimentares de um povo moldaram a microbiota para um melhor aproveitamento calórico daquele alimento mais comumente consumido. Isso tem diversas implicações como por exemplo a influência de tais eventos de transferência lateral de informação na evolução de hábitos alimentares, como a herbivoria.

No fim, vimos que esse corpo que você diz ser seu é um produto de todos os genomas de quem o habita, de como vocês percebem o ambiente e se comportam nele, e da história da sua relação. É hora também de pararmos de pensar na evolução como um processo interno. Nós não somos produtos somente da seleção de mutações. Todas estas coisas enumeradas acima podem trazer novidades que podem ser herdadas.

FONTE: http://biologiadoenvolvimento.blogspot.com/ EDUARDO SEQUERRA.

JÁ OUVIU FALAR DE GALT?

O sistema imunológico do trato digestivo é muitas vezes referido como gut tecido linfóide associado (GALT) e trabalha para proteger o corpo de invasão. GALT é um exemplo de mucosa associada ao tecido linfóide .
O aparelho digestivo é um componente importante do sistema imunológico . Na verdade, o intestino possui a maior massa de tecido linfóide no corpo humano. O GALT é composto de vários tipos de tecido linfóide que armazenam células do sistema imunológico, como linfócitos T e B, que realizam ataques e se defendem contra patógenos .

fonte: wikipedia

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Epigenética. sabe o que é?

um campo novo da biologia, a epigenética. Essa área estuda alterações na informação contida no DNA não afetam a estrutura dessa molécula. Essas mudanças, oriundas do ambiente, podem ser passadas adiante na divisão celular, quando uma célula se duplica. Ou seja, podem ser herdadas.
As mudanças epigenéticas são como marcas na molécula de DNA que podem ter papel importante na fisiologia humana, sem necessariamente estarem restritas a doenças.
Essas marcas guiariam, por exemplo, a diferenciação de uma célula, informando se ela deve se tornar parte do tecido do pulmão ou do fígado. Elas também teriam papel no envelhecimento.
Por outro lado, as marcas epigenéticas podem estar envolvidas no desenvolvimento de câncer, especificamente nos estágios iniciais de formação do tumor. Nesse caso, as alterações estão relacionadas com os hábitos do paciente, como fumo e alcoolismo.

Fonte: Instituto Ciência Hoje.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CURIOSIDADES DA IDADE MÉDIA.

Curiosidades dos anos 1600 a 1700
> Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros.
> Na Idade Média, não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico. As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio. Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene.
> Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene).
> Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador.
> Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
> Quem já esteve em Versalies admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas "usados" como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia banheiro. Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão).
> A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos "maio" como o "mês das noivas" e a explicação da origem do buquê de noiva.
> Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente.
> O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho.
> Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos.
> Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivete" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" (está chovendo gatos e cachorros).
> Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos.
> Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho).
> Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
> A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos em ossários, e o túmulo utilizado para outro cadáver. As vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movime nto de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada por nós até os dias de hoje.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

DORMIR FAZ MUITO BEM.



A qualidade de uma noite de sono interfere diretamente na nossa atividade mental. Não importa só a quantidade mas a qualidade das horas de sono, para se manter uma vigília (+/- 16 horas acordado).Estudos mostram que pessoas ativas e que mantêm mais contato social tendem a dormir melhor. Dormir um pouco durante o dia, melhora a capacidade mental.Quem dorme mais resiste melhor a infecções.

fonte: carta na escola 05/2010.

BACTÉRIAS DO BEM



Em geral estão associadas a doenças sérias, elas também podem fortalecer o sitema imunológico.Milhares deles estão espalhados pelo corpo, mas alguns são especiais por protegerem o nosso corpo.
Alguns alimentos como iogurte, yakult, sorvete, manteiga e sucos, possuem bilhões de bactérias (probióticos).Os principais efeitos do consumo destes são: prevenção à diarréia, regularização do transito intestinal, prevenção do câncer,

domingo, 26 de junho de 2011

NOSSO LIXO NESPACIAL



Foto retirada da revista da National Geographic (Abril 2007)

Estamos acostumados a ver fotos do nosso Planeta Azul, quando nos deparamos com esta simulação ficamos no mínimo espantados.
Claro que estamos deixando lixo por lá. Isto ocorre em função dos muitos satélites, restos de foguetes, choques entre os mesmos. Quando um satélite desativado ou não se choca com outro, pode gerar milhares de pequenos pedaços. A nossa atmosfera nos protege e na grande maioria dos casos estes objetos quando entram na atmosfera terrestre pegam fogo, a grande maioria cai no oceano.
Sim todos os satélites e restos de foguetes que estão no espaço em órbita ao redor do planeta, um dia irá cair.

sábado, 14 de maio de 2011

A Epidemia de Aids no Estado do Rio de Janeiro

O Estado do Rio de Janeiro apresenta 58.897 casos de AIDS notificados desde o início da epidemia em 1982 até 31 de julho de 2008. Estes casos concentram-se nas regiões metropolitanas 1 e 2, onde residem 85,8% dos pacientes. Ao longo dos anos a epidemia expandiu-se para outras regiões do estado. Atualmente, apesar das taxas de incidência reduzirem-se no estado, passando de 27 casos por 100.00 habitantes no ano de 2000 para 18,8 casos em 2005, o comportamento da epidemia é diferente em seus municípios e regiões. A Baía de Ilha Grande e a região Norte Fluminense têm as maiores taxas do estado nos últimos anos (24,2 e 22 por 100.000 hab. respectivamente, em 2005). A Médio Paraíba, apesar de ter taxas abaixo das do estado, tem mantido os níveis de suas taxas sem apresentar tendência de redução.
É importante ressaltar que estes valores referem-se a casos de AIDS notificados e, portanto, sofrem influência de fatores como a qualidade das ações de vigilância epidemiológica, com o atraso das notificações ou o sub-registro dos mesmos.
A maioria dos casos de AIDS no estado é masculina (68,6%), entretanto, desde 1999 a razão homem/mulher está em menos de dois casos masculinos para cada caso feminino diagnosticado. Em 2008 esta razão subiu para dois para um, talvez devido ao número ainda reduzido de casos notificados neste ano.

Os grupos etários que mais concentram os casos notificados continuam sendo os de 30 a 49 anos de idade, representando 61,4% dos casos em homens e 56,4% dos casos femininos no ano de 2007. Ao longo do período da epidemia, a proporção de casos em maiores de 50 anos apresentou aumento de 11% para 17% entre os homens e de 14% para 18% entre as mulheres e redução principalmente entre os grupos menores de 5 anos e de 30 a 34 anos de idade.
Quando relativizadas pelas respectivas populações, a epidemia não apresenta crescimento em nenhum grupo etário nos anos mais recentes. As maiores taxas de incidência e, portanto, os maiores riscos estão entre os homens e mulheres de 30 a 34 anos de idade (69,2 casos por 100.000 hab. nos homens e 39,4 casos por 100.000 hab. entre as mulheres em 2004). Entre 1998 e 2004, o grupo feminino de 50 a 59 anos de idade, diferente dos demais grupos, apresentou um pequeno crescimento passando de 17,9 para 21,8 casos por 100.000 hab. Cabe lembrar que estes grupos etários referem-se à idade no momento do diagnóstico da doença e que a doença AIDS manifesta-se em média 10 anos após a infecção.
Desde 1998 a principal categoria de exposição continua sendo, para ambos os sexos, a infecção por via heterossexual. Entre os menores de 13 anos, a transmissão mãe - filho é responsável pela quase totalidade dos casos conhecidos. No que diz respeito à escolaridade, tem havido, nos últimos anos uma redução proporcional dos casos com menor escolaridade tanto em homens como em mulheres (tabelas 6a e 6b). O grande número de casos com as informações ignoradas de categoria de exposição e escolaridade prejudica as análises e deve ser combatida pelas secretarias municipais de saúde, com maior investimento em ações de vigilância epidemiológica.
Dos 58.897 casos de AIDS analisados acima, 43,3% (25.529) têm informação de já terem ido ao óbito, sendo 47,3% dos homens, 36,6% das mulheres e 22,9% das crianças. Dos casos com diagnóstico anterior a 1997, 63,9% já foram a óbito.
No Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) constam 32.540 óbitos por AIDS, ocorridos de 1984 até 2006 no estado do Rio de Janeiro. Em 2006, ocorreram 1.579 óbitos, correspondendo a uma taxa de mortalidade de 10 óbitos por 100.000 hab. Esta taxa que era de 19 óbitos por 100.000 hab. em 1999 estabilizou-se em 11 óbitos por 100.000 hab. de 1999 a 2002, sofreu pequeno aumento em 2003 e 2004 e reduziu-se em 2005 e 2006. A Região metropolitana 1 apresenta as maiores taxas de mortalidade do estado, entretanto as regiões Norte e Centro-Sul Fluminense destacam-se por apresentarem as taxas, além de oscilantes, com crescimento constante.

Cai a transmissão de HIV da mãe para o filho. Em jovens, tende a crescer

Levantamento, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV passou de 0,09% para 0,12% – quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids.
Resultado do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2010, divulgado nesta quarta-feira (1º de dezembro) pelo Ministério da Saúde, reforça tendência de queda na incidência de casos de aids em crianças menores de cinco anos. Comparando-se os anos de 1999 e 2009, a redução chegou a 44,4%. O resultado confirma a eficácia da política de redução da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê). Mas, em relação aos jovens, pesquisa inédita aponta que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.
O levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo).
Os dados confirmam que o grande desafio é fazer com que o conhecimento se transforme em mudança de atitude. De acordo com a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP 2008), 97% dos jovens de 15 a 24 anos de idade sabem que o preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a parceria sexual se torna estável. O percentual de uso do preservativo na primeira relação sexual é de 61% e chega a 30,7% em todas as relações com parceiros fixos.
Para Dirceu Greco, diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a pesquisa traz um alerta aos jovens que não se veem em risco. “O jovem precisa perceber que a prevenção é uma decisão pessoal e que ele não estará seguro se não se conscientizar e usar o preservativo”, enfatiza.
O resultado positivo para o HIV está relacionado, principalmente, ao número de parcerias (quanto mais parceiros, maior a vulnerabilidade), coinfecção com outras doenças sexualmente transmissíveis e relações homossexuais. O estudo é representativo da população masculina brasileira nessa faixa etária e revela um retrato das novas infecções. “Por isso, estamos investindo cada vez mais em estratégias para essa população”, explica o diretor.
Atento a essa realidade, o governo brasileiro tem desenvolvido e fortalecido diversas ações para que a prevenção se torne um hábito na vida dos jovens. A distribuição de preservativos no país, por exemplo, cresceu mais de 100% entre 2005 e 2009 (de 202 milhões para 467 milhões de unidades). Os jovens são os que mais retiram preservativos no Sistema Único de Saúde (37%) e os que se previnem mais. Modelo matemático, calculado a partir dos dados da PCAP, mostra que quanto maior o acesso à camisinha no SUS, maior o uso do insumo.
Outra estratégia de impacto para essa população é o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa conjunta entre Saúde e Educação. Criado em 2003, hoje está presente em cerca de 66 mil instituições de ensino. Mais do que distribuir camisinhas, o programa insere a temática de prevenção e promoção da saúde sexual e reprodutiva no cotidiano das escolas públicas, que são um espaço permanente de discussão. “Para o governo, está muito claro que a oferta da camisinha deve estar atrelada à informação, para que o jovem tome decisões conscientes”, reforça Greco.
A Saúde também atua na ampliação do diagnóstico do HIV/aids – que é uma medida de prevenção, já que as pessoas que conhecem a sua sorologia podem se tratar para evitar novas infecções. Em quatro anos (2005 a 2009), o número de testes de HIV distribuídos e pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou: de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades. Da mesma forma, o percentual de jovens sexualmente ativos que fizeram o exame aumentou – de 22,6%, em 2004, para 30,1%, em 2008.
Campanha publicitária – Como parte da estratégia para reduzir novas infecções, a campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids deste ano é voltada para meninos e meninas de 15 a 24 anos. Com o slogan “A aids não tem preconceito. Você também não deve ter”, a ideia é despertar o jovem para a proximidade da doença com o mundo dele. “Muitos acreditam que uma pessoa com boa aparência está livre de doenças sexualmente transmissíveis, o que é um mito”, esclarece Dirceu Greco.
As peças mostram pessoas vivendo com HIV ao lado de outras que não têm o vírus. A mensagem deixa claro que um soropositivo é como qualquer outra pessoa; por isso, a decisão de usar camisinha não pode ser baseada na aparência do parceiro. A campanha também traz a reflexão sobre o preconceito. Com a participação de jovens vivendo com HIV, o material publicitário mostra que os jovens com aids podem namorar, trabalhar e ter uma vida normal, como qualquer outra pessoa dessa idade. Serão veiculados spots de rádio e vídeo para TV, entre os dias 1º e 31 de dezembro de 2010. Cartazes, folders, mobiliários urbanos e busdoors também fazem parte do material publicitário, que será distribuído em todo o Brasil. A campanha completa está disponível no hotsite www.todoscontraopreconceito.com.br.
Aids no Brasil – Os novos números da aids (doença já manifesta) no Brasil, atualizados até junho de 2010, contabilizam 592.914 casos registrados desde 1980. A epidemia continua estável. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença.
Observando-se a epidemia por região em um período de 10 anos – 1999 a 2009 – a taxa de incidência no Sudeste caiu (de 24,9 para 20,4 casos por 100 mil habitantes). Nas outras regiões, cresceu: 22,6 para 32,4 no Sul; 11,6 para 18,0 no Centro-Oeste; 6,4 para 13,9 no Nordeste e 6,7 para 20,1 no Norte. Vale lembrar que o maior número de casos acumulados está concentrado na região Sudeste (58%).
Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Esse aumento proporcional do número de casos de aids entre mulheres pode ser observado pela razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres). Em 1989, a razão de sexos era de cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres.
A faixa etária em que a aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 20 a 59 anos de idade. Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos. Essa é a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 em meninas.
Em números absolutos, é possível ver como a redução de casos de aids em menores de cinco anos é expressiva: passou de 954 casos, em 1999, para 468, no ano passado. Quando todas as medidas preventivas são adotadas, a chance de transmissão vertical cai para menos de 1%. Às gestantes, o Ministério da Saúde recomenda o uso de medicamentos antirretrovirais durante o período de gravidez e no trabalho de parto, além de realização de cesárea para as mulheres que têm carga viral elevada ou desconhecida. Para o recém-nascido, a determinação é de substituição do aleitamento materno por fórmula infantil (leite em pó) e uso de antirretrovirais. A medida consta do Plano de Redução da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis, lançado em 2007 e pactuado com estados e municípios.
Em relação à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade prevalece a sexual. Nas mulheres, 94,9% dos casos registrados em 2009 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 42,9% foram por relações heterossexuais, 19,7% homossexuais e 7,8% bissexuais. O restante foi por transmissão sanguínea e vertical.
Apesar de o número de casos no sexo masculino ainda ser maior entre heterossexuais, a epidemia no país é concentrada. Isso significa que a prevalência da infecção na população de 15 a 49 anos é menor que 1% (0,61%), mas é maior do que 5% nos subgrupos de maior risco para a infecção pelo HIV – como homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo.
O coeficiente de mortalidade vem-se mantendo estável no país, a partir de 1998 (em torno de 6 óbitos por 100 mil habitantes). Observa-se queda no Sudeste, estabilização no Centro-Oeste e Sul. Norte e Nordeste registram queda no número de óbitos.
Fonte: Ministério da Saúde

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A química nossa de cada dia.



A química está presente em todas as formas de vida. O simples fato de respirar já é uma complexa reação química, com algumas transformações e formação de substâncias.
O nosso corpo sofre várias reações químicas por segundo que garantem a vida.
Desde os primórdios da ciência que o homem vem estudando os fenômenos químicos, misturando substâncias, obtendo extratos de plantas. Com suas experiências os primeiros estudiosos criaram uma ciência que ampliaria de forma radical e irreversível a visão humana. Com o passar dos anos os químicos foram capazes de sintetizar elementos da natureza, desenvolver moléculas, modificar as estruturas genéticas, obter novos elementos. Hoje sabemos que é impossível viver sem a química ao nosso redor.
A química está presente nas indústrias, na alimentação, nos remédios, na purificação da água, nos carros, nos plásticos e nas fibras sintéticas.

POLUIÇÃO - Não Participe.




A poluição consiste em uma alteração do equilíbrio. Pode ser fruto da ação humana, ou, provocado pela própria natureza (um vulcão por exemplo). A poluição pode causar danos à saúde humana, aos seres vivos e ao próprio ambiente.
Há vários tipos de poluição: visual, sonora,atmosférica, hídrica, etc.
Alguns produtos químicos, como os pesticidas empregados nas lavouras podem contaminar, os alimentos, o solo, a água, o ar, por exemplo. Alguns metais pesados podem afetar muito a saúde humana, como o mercúrio, o chumbo, o césio. Alguns metais são empregados nas tintas, nos combustíveis, nas indústrias. Estes metais podem causar danos gravíssimos a saúde, como câncer, retardo mental, prejudicar a coordenação motora.
As queimadas produzem gases que aumentam o efeito estufa, a liberação de CFC gás presente em aerossol, ar refrigerado, geladeiras, é capaz de destruir a camada de ozônio, responsável por filtrar os raios ultra-violetas, a exposição a estes raios UV
podem causar graves danos a saúde.
Alguns países como a China por exemplo, utilizam em grande quantidade o carvão como combustível, que após a sua utilização produz gases com enxofre, este, participa da chuva ácida, causando aumento de doenças respiratórias, cardiovasculares e destruição de monumentos.

domingo, 27 de março de 2011

AÇAI X DOENÇA DE CHAGAS

“Existe alguma evidência de que a doença de Chagas pode ser contraída a partir do consumo de açaí?”,
Sim. Há na literatura científica diversos trabalhos experimentais que demonstram a sobrevivência do Trypanosoma cruzi (protozoário causador da doença de Chagas) em alimentos, inclusive na polpa de açaí congelada não pasteurizada (isto é, não submetida a tratamento térmico de aquecimento).
Entretanto, o problema não se restringe ao açaí especificamente; basta lembrar o surto de doença de Chagas ocorrido em 2005 devido à ingestão de caldo de cana contaminado.
A chamada transmissão oral da doença de Chagas é hoje uma preocupação e, em teoria, para que ocorra, basta que as fezes contaminadas do inseto transmissor do protozoário (Triatoma infestans, popularmente conhecido como ‘barbeiro’) entrem em contato com os alimentos. Se isso acontecer, caso o alimento não seja adequadamente processado, ele será o veículo do T. cruzi.
Na Venezuela há registro de transmissão da doença de Chagas pela ingestão de suco de goiaba in natura. Assim, é essencial que os alimentos – em especial frutas, legumes e verduras – que não serão submetidos a processo de cozimento sejam bem lavados e higienizados.
É importante lembrar também que a contaminação dos alimentos só acontecerá em áreas de ocorrência dos insetos contaminados pelo T. cruzi, como é o caso da Amazônia, onde o açaí é produzido.
Fonte: Ciência Hoje.uol.com.br

quarta-feira, 23 de março de 2011

ENTENDENDO A RADIOATIVIDADE



A Radioatividade está ligada diretamente ao núcleo do átomo, na qual ao final do processo de reação o núcleo sofre alteração. Ao contrário da reação química em que o núcleo permanece inalterado, sofrendo mudanças apenas na eletrosfera do átomo. Por isso é importante que você perceba a diferença entre uma reação química e uma reação nuclear.As reações química estão relacionadas à eletrosfera. Antes e depois delas, os átomos estão unidos de maneira diferente. Já uma reação nuclear, por sua vez, provocará alterações no núcleo do átomo, fazendo-o com que se transforme em outros elementos e emita raios alfa, beta e gama.Atualmente sabe-se que há núcleos instáveis. A emissão de partículas alfa e beta é o modo encontrado pelo núcleo para aliviar essa instabilidade.
As partículas alfa são constituídas por 2 prótons e 2 nêutrons, isto é, o núcleo de am átomo de hélio (He). Quando o núcleo as emite, perde 2 prótons e 2 nêutrons.
As partículas beta são elétrons emitidos pelo núcleo de um átomo instável. Você deve estar se perguntando: Como pode o núcleo emitir um elétron? A resposta reside no fato de que, em núcleos instáveis betaemissores, um nêutron pode se decompor em um próton, um elétron e um antineutrino. O próton permanece no núcleo, um elétron (partícula beta) e um antineutrino são emitidos.Ao contrário das radiações alfa e beta, que são constituídas por partículas, a radiação gama é formada por ondas eletromagnéticas emitidas por núcleos instáveis logo em seguida à emissão de uma partícula alfa ou beta.
Tomemos como exemplo o césio-137, o bataemissor envolvido no acidente de Goiânia (veja mais:Acidente em Goiânia). Ao emitir uma partícula beta, seus núcleos se transformam em bário-137. No entanto, pode acontecer de, mesmo com a emissão, o núcleo resultante não eliminar toda a energia de que precisaria para se estabilizar. A emissão de uma onda eletromagnética (radiação gama) ajuda um núcleo instável a se estabilizar.
É importante dizer que, das várias ondas eletromagnéticas (radiação gama, raio X, microondas, luz visível, etc), apenas os raios gama são emitidos pelos núcleos atômicos.
As radiações alfa, beta e gama possuem diferentes poderes de penetração, isto é, diferentes capacidades para atravessar os materiais.

CONSEQUENCIAS DA RADIOATIVIDADE PARA A SAÚDE

Diante da catástrofe que vem ocorrendo no Japão, que ocasionou o vazamento de radioatividade na usina Fukushima, nos seus reatores 1, 2 e 3, os riscos trazidos pelas usinas nucleares voltam a ser discutidos em todo o mundo.
Os danos causados pela radioatividade dependem do nível e do tipo de radiação presente no ambiente e qual foi o tipo de contato que o ser humano teve com o objeto e/ou pessoa contaminada. “Pode acontecer exposição a uma fonte de radiação e também a contaminação por material radioativo. A contaminação acontece quando a pessoa entra em contato direto com o material radioativo. E na exposição a pessoa recebe radiação, mas não entra em contato com o material”.
As seqüelas podem ser imediatas ou demorarem até cerca de trinta anos para apresentarem os primeiros sintomas. Tudo depende do nível de exposição à radiação. Algumas reações imediatas são:queimaduras e náuseas. Em altos níveis de radiação, em questão de algumas horas ou dias, podem aparecer sintomas como tontura, baixa contagem de plaquetas e queda da produção de glóbulos brancos, inflamação dos pulmões e fibrose, sangramento do sistema digestivo, danos ao sistema nervoso central, podendo inclusive levar à morte do indivíduo exposto. Para doses baixas e exposição prolongada pode ocorrer mutação genética nas células dando origem a um câncer que, se não tratado, pode eventualmente levar ao óbito.
Em casos de acidentes com reatores e vazamento de material radioativo, o iodo radioativo presente é absorvido pela glândula tireóide.
“Nos casos de contaminação, a área que entrou em contato com o material radioativo deve ser tratada para sua remoção. Por exemplo: se o individuo tocou um objeto que estava contaminado, suas mãos devem ser lavadas com um detergente especial para remoção das partículas radioativas. Se um alimento contaminado foi ingerido, um remédio específico será prescrito para que o sistema gastrointestinal expulse do corpo os resíduos maléficos.
Após a contaminação e os devidos cuidados médicos para estabilizar o quadro, nada mais se tem a fazer, as pessoas seguem vida normal, apenas devem realizar exames periódicos com mais assiduidade do que aqueles que não sofreram a contaminação.

Fontes:ciencia hoje uol/ site atômico /helplink.noticias

SENSACIONAL - É DISSO QUE O RIO PRECISA

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CUIDADO COM O BEIJAÇO NO CARNAVAL

o beijo a boca parece liberado nos dias de folia. Mas, apesar de parecer uma brincadeira inocente, pode trazer problemas sérios para saúde. Em um beijo, duas pessoas trocam, em média, 250 bactérias e podem transmitir ou contrair doenças perigosas.

Gripes, infecções na garganta, meningite meningocócica, mononucleose, herpes, cáries e sífilis são exemplos de doenças que se pode contrair durante um simples beijo. No carnaval, a exposição ao sol e os longos períodos de atividade física podem fragilizar o sistema imunológico e facilitar a infecção.

Para evitar problemas bucais, não tem outro jeito, deve-se evitar o famoso “beijaço”, o ato de beijar várias pessoas num dia só. Mesmo que pareça difícil, pense em sua saúde. Lembre-se, você não sabe o que aquele deus grego ou aquela gatinha maravilhosa que conheceram no meio da pipoca faz no dia a dia.


FONTE: BOA SAUDE UOL BLOG