domingo, 27 de março de 2011

AÇAI X DOENÇA DE CHAGAS

“Existe alguma evidência de que a doença de Chagas pode ser contraída a partir do consumo de açaí?”,
Sim. Há na literatura científica diversos trabalhos experimentais que demonstram a sobrevivência do Trypanosoma cruzi (protozoário causador da doença de Chagas) em alimentos, inclusive na polpa de açaí congelada não pasteurizada (isto é, não submetida a tratamento térmico de aquecimento).
Entretanto, o problema não se restringe ao açaí especificamente; basta lembrar o surto de doença de Chagas ocorrido em 2005 devido à ingestão de caldo de cana contaminado.
A chamada transmissão oral da doença de Chagas é hoje uma preocupação e, em teoria, para que ocorra, basta que as fezes contaminadas do inseto transmissor do protozoário (Triatoma infestans, popularmente conhecido como ‘barbeiro’) entrem em contato com os alimentos. Se isso acontecer, caso o alimento não seja adequadamente processado, ele será o veículo do T. cruzi.
Na Venezuela há registro de transmissão da doença de Chagas pela ingestão de suco de goiaba in natura. Assim, é essencial que os alimentos – em especial frutas, legumes e verduras – que não serão submetidos a processo de cozimento sejam bem lavados e higienizados.
É importante lembrar também que a contaminação dos alimentos só acontecerá em áreas de ocorrência dos insetos contaminados pelo T. cruzi, como é o caso da Amazônia, onde o açaí é produzido.
Fonte: Ciência Hoje.uol.com.br

quarta-feira, 23 de março de 2011

ENTENDENDO A RADIOATIVIDADE



A Radioatividade está ligada diretamente ao núcleo do átomo, na qual ao final do processo de reação o núcleo sofre alteração. Ao contrário da reação química em que o núcleo permanece inalterado, sofrendo mudanças apenas na eletrosfera do átomo. Por isso é importante que você perceba a diferença entre uma reação química e uma reação nuclear.As reações química estão relacionadas à eletrosfera. Antes e depois delas, os átomos estão unidos de maneira diferente. Já uma reação nuclear, por sua vez, provocará alterações no núcleo do átomo, fazendo-o com que se transforme em outros elementos e emita raios alfa, beta e gama.Atualmente sabe-se que há núcleos instáveis. A emissão de partículas alfa e beta é o modo encontrado pelo núcleo para aliviar essa instabilidade.
As partículas alfa são constituídas por 2 prótons e 2 nêutrons, isto é, o núcleo de am átomo de hélio (He). Quando o núcleo as emite, perde 2 prótons e 2 nêutrons.
As partículas beta são elétrons emitidos pelo núcleo de um átomo instável. Você deve estar se perguntando: Como pode o núcleo emitir um elétron? A resposta reside no fato de que, em núcleos instáveis betaemissores, um nêutron pode se decompor em um próton, um elétron e um antineutrino. O próton permanece no núcleo, um elétron (partícula beta) e um antineutrino são emitidos.Ao contrário das radiações alfa e beta, que são constituídas por partículas, a radiação gama é formada por ondas eletromagnéticas emitidas por núcleos instáveis logo em seguida à emissão de uma partícula alfa ou beta.
Tomemos como exemplo o césio-137, o bataemissor envolvido no acidente de Goiânia (veja mais:Acidente em Goiânia). Ao emitir uma partícula beta, seus núcleos se transformam em bário-137. No entanto, pode acontecer de, mesmo com a emissão, o núcleo resultante não eliminar toda a energia de que precisaria para se estabilizar. A emissão de uma onda eletromagnética (radiação gama) ajuda um núcleo instável a se estabilizar.
É importante dizer que, das várias ondas eletromagnéticas (radiação gama, raio X, microondas, luz visível, etc), apenas os raios gama são emitidos pelos núcleos atômicos.
As radiações alfa, beta e gama possuem diferentes poderes de penetração, isto é, diferentes capacidades para atravessar os materiais.

CONSEQUENCIAS DA RADIOATIVIDADE PARA A SAÚDE

Diante da catástrofe que vem ocorrendo no Japão, que ocasionou o vazamento de radioatividade na usina Fukushima, nos seus reatores 1, 2 e 3, os riscos trazidos pelas usinas nucleares voltam a ser discutidos em todo o mundo.
Os danos causados pela radioatividade dependem do nível e do tipo de radiação presente no ambiente e qual foi o tipo de contato que o ser humano teve com o objeto e/ou pessoa contaminada. “Pode acontecer exposição a uma fonte de radiação e também a contaminação por material radioativo. A contaminação acontece quando a pessoa entra em contato direto com o material radioativo. E na exposição a pessoa recebe radiação, mas não entra em contato com o material”.
As seqüelas podem ser imediatas ou demorarem até cerca de trinta anos para apresentarem os primeiros sintomas. Tudo depende do nível de exposição à radiação. Algumas reações imediatas são:queimaduras e náuseas. Em altos níveis de radiação, em questão de algumas horas ou dias, podem aparecer sintomas como tontura, baixa contagem de plaquetas e queda da produção de glóbulos brancos, inflamação dos pulmões e fibrose, sangramento do sistema digestivo, danos ao sistema nervoso central, podendo inclusive levar à morte do indivíduo exposto. Para doses baixas e exposição prolongada pode ocorrer mutação genética nas células dando origem a um câncer que, se não tratado, pode eventualmente levar ao óbito.
Em casos de acidentes com reatores e vazamento de material radioativo, o iodo radioativo presente é absorvido pela glândula tireóide.
“Nos casos de contaminação, a área que entrou em contato com o material radioativo deve ser tratada para sua remoção. Por exemplo: se o individuo tocou um objeto que estava contaminado, suas mãos devem ser lavadas com um detergente especial para remoção das partículas radioativas. Se um alimento contaminado foi ingerido, um remédio específico será prescrito para que o sistema gastrointestinal expulse do corpo os resíduos maléficos.
Após a contaminação e os devidos cuidados médicos para estabilizar o quadro, nada mais se tem a fazer, as pessoas seguem vida normal, apenas devem realizar exames periódicos com mais assiduidade do que aqueles que não sofreram a contaminação.

Fontes:ciencia hoje uol/ site atômico /helplink.noticias

SENSACIONAL - É DISSO QUE O RIO PRECISA

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CUIDADO COM O BEIJAÇO NO CARNAVAL

o beijo a boca parece liberado nos dias de folia. Mas, apesar de parecer uma brincadeira inocente, pode trazer problemas sérios para saúde. Em um beijo, duas pessoas trocam, em média, 250 bactérias e podem transmitir ou contrair doenças perigosas.

Gripes, infecções na garganta, meningite meningocócica, mononucleose, herpes, cáries e sífilis são exemplos de doenças que se pode contrair durante um simples beijo. No carnaval, a exposição ao sol e os longos períodos de atividade física podem fragilizar o sistema imunológico e facilitar a infecção.

Para evitar problemas bucais, não tem outro jeito, deve-se evitar o famoso “beijaço”, o ato de beijar várias pessoas num dia só. Mesmo que pareça difícil, pense em sua saúde. Lembre-se, você não sabe o que aquele deus grego ou aquela gatinha maravilhosa que conheceram no meio da pipoca faz no dia a dia.


FONTE: BOA SAUDE UOL BLOG

sábado, 28 de agosto de 2010

BIOTECNOLOGIA? JÁ OUVIU FALAR?

Biotecnologia é o conjunto de conhecimentos que permite a utilização de agentes biológicos (organismos, células, organelas, moléculas) para obter bens ou assegurar serviços.
Assim, é Biotecnologia o conjunto de técnicas que permite à Indústria Farmacêutica cultivar microrganismos para produzir os antibióticos que serão comprados na Farmácia. Como é Biotecnologia o saber que permite cultivar células de morango para a obtenção de mudas comerciais. E também é Biotecnologia o processo que permite o tratamento de despejos sanitários pela ação de microorganismos em fossas sépticas. A Biotecnologia abrange diferentes áreas do conhecimento que incluem a ciência básica (Biologia Molecular, Microbiologia, Biologia celular, Genética, Genômica, Embriologia etc.), a ciência aplicada (Técnicas imunológicas, químicas e bioquímicas) e outras tecnologias (Informática, Robótica e Controle de processos). A Engenharia Genética ocupa um lugar de destaque como tecnologia inovadora, seja porque permite substituir métodos tradicionais de produção (Hormônio de crescimento, Insulina), seja porque permite obter produtos inteiramente novos (Organismos transgênicos). A Biotecnologia transforma nossa vida cotidiana. O seu impacto atinge vários setores produtivos, oferecendo novas oportunidades de emprego e inversões. Hoje contamos com plantas resistentes a doenças, plásticos biodegradáveis, detergentes mais eficientes, biocombustíveis, processos industriais e agrícolas menos poluentes, métodos de biorremediação do meio ambiente e centenas de testes diagnósticos e novos medicamentos.
Produtos de origem biotecnológica, por setor
Setores Bens e serviços
Agricultura adubo composto, pesticidas, silagem, mudas de plantas ou de árvores, plantas transgênicas, etc
Alimentação pães, queijos, picles, cerveja, vinho, proteína unicelular, aditivos, etc.
Química butanol, acetona, glicerol, ácidos, enzimas, metais, etc
Eletrônica biosensores
Energia etanol, biogás
Meio Ambiente recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da água
Pecuária embriões
Saúde antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos, vacinas, reagentes e testes para diagnóstico, etc.

FONTE: REVISTA BRASIL ESCOLA

Atualmente, os meios de comunicação têm divulgado inúmeras descobertas atribuídas ao uso de tecnologias avançadas associadas à biotecnologia. Alimentos transgênicos, modificados geneticamente, clonagem e tantas outras descobertas associadas ao tema predispõe a cada dia a necessidade de se saber pelo menos do que se trata essa tal biotecnologia.
A Biotecnologia apresenta várias definições de acordo com o olhar a ela lançado, mas de uma forma bem simples, é um conjunto multidisciplinar de conhecimentos que visa o desenvolvimento de métodos, técnicas e meios associados a seres vivos, macro e microscópicos, que originem produtos úteis e contribuam para a resolução de problemas.
Não devemos pensar, entretanto, que a biotecnologia é uma prática que exija o uso de computadores e seqüenciadores de DNA, muito pelo contrário, a humanidade utiliza seres vivos para vários processos desde a Antiguidade. Podemos com isso traçar uma breve linha do tempo:
Antiguidade – Utilização de microrganismos para a preparação de alimentos e bebidas.
Século XII – A destilação do álcool.
Século XVII – Cultivo de fungos na França.
Século XVIII – Jenner cria as premissas para as vacinas através da inoculação de um vírus em uma criança.
1981 – Obtenção da primeira planta geneticamente modificada.
1997 – Nasce Dolly, a primeira ovelha clonada.
2003 – Iniciado o processo de clonagem de espécies de animais ameaçados de extinção.
Desta forma, temos que a inovação e o desenvolvimento de novos produtos é uma constante e está presente em nosso dia a dia sem que percebamos. Assim, a biotecnologia busca, através de sua ação, formas que possam contribuir para amenizar ou até mesmo resolver problemas causados pela ação destruidora humana.
Assim, há o desenvolvimento em relação à questão ambiental de microrganismos modificados para tratamento de águas contaminadas por esgoto, outros poluentes e, até mesmo, petróleo.
Em relação à agricultura, temos o desenvolvimento de plantas transgênicas que possam ser mais nutritivas, que necessitem de menos agrotóxicos e que sejam mais resistentes às pragas, reduzindo o uso de inseticidas.
Quanto à pecuária, temos a formação de embriões, o desenvolvimento de animais transgênicos e o aprimoramento de vacinas e medicamentos de uso veterinário.
Em relação à saúde humana, a aplicação da biotecnologia é utilizada no desenvolvimento de novas vacinas, hormônios, medicamentos e antibióticos.
A biotecnologia é um assunto que atrai a atenção de simpatizantes e opositores em todo o mundo, sendo que muitas vezes o enfrentamento entre grupos divergentes é inevitável. Devemos sempre ter a consciência de que não é o instrumento em si que é negativo ou prejudicial e sim o uso ou destino que damos a ele.
Fabrício Alves Ferreira
Graduado em Biologia
Equipe Brasil Escola

segunda-feira, 5 de abril de 2010

É PRECISO SABER

Você sabia?
Momento Manguaça Cultural

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

(História contada no Museu do Homem do Nordeste).

Não basta somente beber, tem que conhecer!

sábado, 13 de março de 2010

COMO ATUAM OS ANALGÉSICOS

Eles bloqueiam as substâncias (receptores sensoriais) do corpo que enviam a mensagem ao cérebro dizendo que há um foco de inflamação ou algum outro problema. Quando o cérebro deixa de receber esse aviso, a dor cessa. A origem da palavra analgésico já diz tudo: em grego, an significa "sem" e algós, dor.
Um exemplo simples é o da queimadura. Assim que colocamos a mão em um local quente, antes mesmo de sentirmos a dor já desencostamos dali. Isso acontece porque as células nervosas do local queimado emitem um sinal imediato ao cérebro dizendo que há algo errado. Só então ele envia a sensação de dor.
Os analgésicos comuns, desses comprados em comprimidos na farmácia, são chamados de periféricos, porque depois de ingeridos vão por todo o organismo pela circulação sanguínea. O medicamento não detecta onde está a dor. Como ele está espalhado pelo sangue, o local que tem a dor absorve o remédio, explica o médico e farmacologista Sérgio Henrique Ferreira, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto (SP).
O analgésico demora de 30 minutos a uma hora para começar a agir e cessa depois de três ou quatro horas. Por isso, para dor crônica é preciso um tratamento mais longo, diz o médico.
Outro tipo de analgésico é o chamado central, utilizado em casos de dor intensa e contínua, em casos mais graves como infarto e câncer, por exemplo. Entre os analgésicos desse tipo está a morfina, que atua diretamente no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), alterando a percepção de dor para o corpo todo.
É importante salientar que dor é sempre um sinal de que algo não está bem. Pode ser uma simples dor de cabeça, um pequeno corte ou até um infarto. Por isso, tomar analgésicos sem saber a causa da dor é perigoso, pois eles podem esconder sintomas de um problema sério. Na dúvida, o correto é sempre procurar um médico.

*Fonte: Coluna "Na Dúvida" da Revista Nova Escola On-Line.
Blog:BIORRITMO.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

VEM AÍ A HORA DO PLANETA 2010



Em março de 2010, o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30, diversos ícones do País serão apagados por uma hora para mostrar a nossa preocupação com o aquecimento global.

No Brasil, o apagar das luzes representa um sinal claro aos governos de que a população quer o fim dos desmatamentos, responsável por mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa do país. Também significa que o Brasil está alinhado com o resto dos países participantes, que também clamam pelo controle das emissões de forma a manter o aquecimento global em torno dos 2oC, como preconizado pela comunidade científica.
FONTE:WWF.ORG.BR

02 DE FEVEREIRO - DIA DAS ÁREAS ÚMIDAS




ÁREAS ÚMIDAS - UMA RESPOSTA AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS DO PLANETA.
VEJA AS INFORMAÇÕES EM www.wwf.org.br

2010 - ANO DA BIODIVERSIDADE